Estudo de Gramática: por onde começar?

Estudar gramática para concursos é obrigatório: todos devem estudar. Com esse “óbvio que precisa ser dito”, o candidato introduz na sua vida uma missão trabalhosa: aprender aquela matéria em que ele sempre teve muita dificuldade, apesar de estudá-la desde os 7 anos de idade.

Culpamos a base, culpamos nossa postura preguiçosa nas fases mais imaturas, culpamos a aula tradicional de Português, culpamos os professores… em vão. Não é hora de se acharem culpados, é momento de encontrar um caminho para que o Português “entre na cabeça de uma vez por todas”. Você vai precisar dele, afinal.

Gramática: por onde começar os estudos?

A sua nota em Língua Portuguesa no concurso fará certamente a diferença para a sua classificação e, posteriormente, para o dia da sua posse. Contudo, a maior parte dos candidatos se sentem levemente perdidos quanto ao ponto de partida. “Professor, por onde devo começar? ”.

Esse é um assunto que merece um livro de tanto conteúdo que há para ser dito. Como o objetivo deste texto é ser objetivo (e vocês estão prontos para essa conversa), precisamos falar abertamente sobre classes gramaticais. 

Como ser objetivo: comece do início.

Mesmo que a Gramática (livro) que você adquiriu não coloque CLASSES GRAMATICAIS nas primeiras páginas, é essencial que esse tema seja o ponto de partida para que o aluno tenha condições de fazer uma prova de Português com consciência, ficando em condições de acertar questões. É ponto comum entre nós que é justamente isto que todos querem: fazer uma prova com lucidez e acertar questões.

O tema Classes Gramaticais (saber reconhecer um substantivo, um adjetivo, os pronomes…) é, na verdade, um portal em que, a partir do momento em que você entra e enxerga tudo com clareza, todos os conteúdos gramaticais do Português passam a FAZER SENTIDO.

Aprendemos Classes teorizando e analisando vocábulos soltos. Isso até funciona nas fases mais iniciantes, tipo a infância. No entanto, em concursos, nada poderá ser estudado de maneira solta. O candidato precisa aprender a contextualizar as suas análises. Um substantivo só poderá ser chamado de substantivo depois que o candidato voltar ao texto, ao período em que o termo foi empregado, para confirmar esse fato.

Observe a palavra “suspeito” nas duas construções a seguir.

(1) Observei seu comportamento suspeito.

(2) A Polícia observou o suspeito saindo do restaurante.

Na frase (1), o termo suspeito está determinando (ou qualificando) o termo comportamento. É qualquer comportamento? Não. É um comportamento suspeito. Suspeito é, portanto, o tipo de comportamento que fora observado. Pertencendo, assim, à classe dos adjetivos.

Já na frase (2), o termo suspeito designa o ser que estava saindo do restaurante. Mais do que isso… observe o termo “o”, que se encontra em posição de determinante desse termo. Em “o suspeito”, o termo “o” ajuda a contextualizar a função substantiva do termo “suspeito”. Isso é o que definirá a sua classe.

No contexto é que se deve pautar o estudo de Português para concursos públicos e isso vale para as outras classes também. Há frases em que “planta” é verbo, outras em que “planta” é substantivo. O comportamento oracional é que determinará a classe de um vocábulo.

Estude muito e faça exercícios

O candidato que começa um curso de Português por Classes Gramaticais e o faz de modo satisfatório não sentirá vontade de desistir no meio do caminho nas fases mais difíceis, e sim verá que o Português – mesmo repleto de regras e casos especiais – tem lógica. É totalmente possível que ele seja entendido, destrinchado e gabaritado, em provas.

Estude classes e faça muitos exercícios, sempre.