Por que devo treinar redação?

Preparar-se para a avaliação discursiva é fundamental em qualquer concurso público. Não bastasse o peso que esta etapa possui na sua classificação final, a prova de redação é também eliminatória e pode ser o único empecilho à sua aprovação. No último certame para a Polícia Militar do Distrito Federal, por exemplo, cerca de 21% dos candidatos aprovados na fase objetiva reprovaram na prova discursiva – sem contar os tantos outros que chegaram a perder até quinhentas posições por causa de suas notas nesse exame de escrita.

Veja, é evidente que muitas pessoas têm um bloqueio com a prática textual. Fazem da redação um território intocável e cheio de tabus. Mas, afinal, seria mesmo impossível aprender a escrever um bom texto?

Digo, com segurança, que todos são capazes de produzir um texto de boa nota em um concurso público; mas, para isso, são necessários bom treino e muita informação de qualidade. Portanto, perceba: é imperioso que seu cronograma semanal de estudo inclua a prática da escrita.

Dicas importantes sobre produção textual para concursos

Para auxiliá-los neste processo e para desmistificar muitos desses tabus que se criaram sobre “escrever”, separei algumas dicas indispensáveis a qualquer produção textual:

  1. Escrever muito não é sinônimo de escrever bem:

É evidente que textos muito pequenos não são bem avaliados. Mas entenda: os textos são mal avaliados pela ausência de conteúdo e não pelo tamanho. O fato de o candidato escrever 15 linhas antecipa ao corretor que seus parágrafos contêm pouca informação, que seus argumentos foram pouco aprofundados, que suas ideias foram discutidas de forma rasa. Da mesma forma se avalia um texto grande, de nada adianta uma redação de 30 linhas com as mesmas deficiências. Portanto, preocupe-se com o conteúdo de seu texto.

 

Sugestão: você irá perceber, com a prática, que bons textos têm – em média – de 25 a 30 linhas. Principalmente quando se trata de temas de atualidades, é muito difícil que um texto com menos de 25 linhas reúna tudo que a Banca espera.

 

  1. Texto difícil de compreender não é um bom texto:

Não se mostra conhecimento com termos difíceis, palavras eruditas ou armações sintáticas mirabolantes. Lembre-se, mais uma vez, de que o conteúdo fará do seu texto um bom texto.

 

Sugestão: prefira a simplicidade, as palavras que você conhece, a ordem direta; e use com cuidado – e quando exigidos – os termos técnicos e jurídicos.

 

  1. Gramática é importante, mas não é o principal:

Para o corretor, os erros gramaticais não são o foco da avaliação. Dominar a norma padrão da língua é muito importante para uma boa produção textual, na medida em que te orienta na organização das ideias em orações, períodos e parágrafos; mas poucos erros gramaticais são tolerados e até irrelevantes em um bom texto – em um texto organizado, claro, objetivo, coeso e coerente.

Sugestão: quanto mais linhas você escrever, menos valerá seu erro de gramática. Explico-me: praticamente todas as bancas calculam a nota da redação e, da nota final, retiram o valor equivalente a duas vezes o número de erros divido pelo número de linhas.

 

  1. A teoria ajuda, mas a prática é o que funciona:

Produção textual se aprende treinando. Não há outra forma de se tornar um bom escritor, é necessário escrever.

 

Sugestão: escreva uma redação por semana. Inclua o treinamento para a prova discursiva na sua preparação.

 

Espero que estas dicas te tenham ajudado. Coloco-me à disposição para te auxiliar também no Instagram, através dos perfis @prof.anadecastro e @zeroumconcursos.

Contem comigo e bons estudos!